Quero, ainda, viver ontem ou em qualquer um daqueles dias que passaram. As escolhas que não dão troco, o peito que transborda oco. Um céu no reflexo do sorriso e um anel pra me lembrar do inferno que repiso.
A madrugada escurece meus medos até o sol vir clarear minha covardia novamente. É um ciclo intermitente, é a vida que a gente não sente. E eu só penso em você. Numa madrugada vazia, em mais uma galhardia vadia. No escuro dos sentimentos que misturo, clareio o que é feio e anseio o que freio.
Tenha dó, meu bem. Desdenha do nó que me retém, saiba do que sei. Caiba no que arrumei e se entregue também. Poucas coisas na vida e tudo numa história a ser lida. Na proporção que amamos, resignamos. Ao avesso do que achamos, enganamos. Na contramão da razão, a paixão.
Por ter que amar, te amo. Pra me confortar, te chamo. Pra minha sorte virar, eu tramo e do nosso azar reclamo. Mas é assim, acostumei-me a negar o seu sim. A relação que sempre quis pra mim parte do princípio de que no meio eu sou seu fim.
1 comentários:
gêêênio!
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