"(...) Saio, mas não sai de mim essa sensação. Me tira o sono e cansa minha caneta essa angústia de não saber onde essa vida vai dar ou para onde ela está me apontando.
É meio que como remar no escuro, sozinho e sem fôlego. De todo o desânimo que te molha a cara, as ondas carregadas de mágoas deságuam em mim e balançam esse meu barco à deriva. Falta rumo e sobra um muro sob minhas vontades.
Não é intenção colocar o peso dessas letras sob seus ombros. Mas a vida parecia mais clara antes, menos sombria.
(...) Amor não é coisa que se prometa. Por isso, mesmo gostando de você, não consegui me convencer do que você me disse (...). Há um lapso na maior parte dos relacionamentos. Consigo, quando sempre, ver uma das partes que está mais fortemente inserida emocionalmente no outro. Sempre tive medo de ser a parte mais rasa. Tenho medo de que gostem de mim. Apavora-me a possibilidade de decepcionar. É uma deficiência de caráter, de uma auto-estima cuspida e mal-feita pela dureza da vida.
Acabo me filtrando. Seleciono até mesmo os elogios e os amores que vêm a mim. Quero testá-los, ter a certeza de que são verdadeiros e duráveis pois me assusta demais perder o que lutei para conquistar. Repito: você foi minha maior conquista. (...)"
2 comentários:
E você hein Vitor, sempre se superando. Falo como se fosse íntima, eu sei, mas não ligue, é assim que me sinto ao ler seus textos. Tenha a certeza de que meus elogios sobre sua escrita são verdadeiros... Ecomo não havíamos de ser? se é em ti que vejo (diga-se: l-e-i-o) VERDADE.
muito bom.
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